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Renan diz que CPI cria palanque: “não há mais o que fazer”

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publicado em 27/03/2014 ás 13h50

 O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta quinta-feira que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras criará um palanque eleitoral, mas que “não há mais o que fazer” frente ao pedido protocolado pelo PSDB com as assinaturas necessárias. O peemedebista vai se reunir com lideranças partidárias para decidir quando será lido o requerimento para a instalação da comissão.

“Evidente que uma CPI em ano eleitoral mais atrapalha do que facilita a vida do Brasil, mas agora não há mais o que fazer, porque nós temos o requerimento, fato determinado, pedido do número de membros da própria comissão. Nós vamos marcar a data, fazer a conferência dos nomes e instalar a comissão”, disse o presidente do Senado antes de se reunir com a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti.

Depois da leitura do requerimento de instalação da CPI no plenário do Senado, abre-se um prazo até o fim do dia da leitura para que senadores possam apoiar ou retirar assinaturas pela criação comissão. Até lá, o governo trabalhará para demover senadores da ideia.

Nesta manhã, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) protocolou na Secretaria Geral da Mesa do Senado o requerimento com 28 assinaturas, acima do mínimo necessário de 27 para criar a CPI. A oposição busca apoio na Câmara para tentar instalar uma CPI mista, com senadores e deputados.

A criação da CPI foi motivada diante da divulgação de informações sobre a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, pela Petrobras. Em 2006, o conselho da estatal, quando presidido por Dilma Rousseff, aprovou a compra de 50% da refinaria por um preço oito vezes maior que a companhia belga Astra Oil havia desembolsado pela unidade inteira, no ano anterior.

A Petrobras também teve de desembolsar mais US$ 820,5 milhões, pois foi obrigada a comprar os outros 50% da refinaria em função de uma cláusula que estabelecia que, em caso de desacordo, um sócio deveria comprar a parte do outro.

Renan Calheiros voltou a criticar a criação da comissão. Ele entende que uma investigação no Senado não é necessária, já que outros órgãos apuram a compra da refinaria de Pasadena. “A nossa preocupação com a Comissão Parlamentar de Inquérito é que ela vai montar um palanque muito próximo da eleição, mas do ponto de vista da investigação, acho que ela tem que caminhar”, disse.

Terra 

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